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Habilidades críticas

iStock_000001679407SmallAÉ cada vez mais comum que Conselhos tentem descobrir se têm as habilidades adequadas para orientar suas empresas hoje e no futuro.

Muitos debates sobre o tema têm comprovado uma preocupação maior com as deficiências no atual processo de renovação de Conselhos. Vários especialistas têm apontado a necessidade de as empresas considerarem se o repertório e experiência de seus conselheiros atuais são apropriados ou se são necessárias novas habilidades no grupo.

Mas quais são as habilidades ou atributos essenciais? De acordo o especialista Gerry McInerney, do IoD, para um Conselho ser mais efetivo atualmente, mais que habilidades é preciso que os profissionais apresentem um misto de vocação, qualificação, experiência e especialidade.

Segundo pesquisa da Heidrick & Struggles, as habilidades mais críticas (missing skill sets) para membros de Conselhos de hoje envolvem “gestão do risco” e “ambiente regulatório”, além de experiência em processos de fusão e aquisição.

O fato é que, para evitar a uniformidade testemunhada em décadas passadas em Conselhos, quanto mais as organizações promoverem a diversidade cultural e de gênero, com profissionais com repertório variado, melhor.

Seguindo essa tendência, um programa que capacita ex-militares para fazerem parte de Conselhos foi inaugurado ano passado pela NACD. O objetivo é promover uma “diversidade cognitiva” entre conselheiros — neste caso, adicionando a sensibilidade resiliente e o instinto típico em tomadas de decisão de oficiais militares ao compor comitês diretivos.

E entre os resultados da pesquisa “Keys to Success: Nurturing Effective Boardroom Culture”, que descobriu os 5 comportamentos fundamentais que devem ser desenvolvidos e estimulados para criar uma cultura efetiva em Conselhos, pelo menos dois referem-se diretamente à formação e habilidade de seus membros:

– Criar uma nova abordagem do Conselho sobre como determinar a estratégia;

– Estabelecer apoio mútuo e respeito entre os membros do Conselho;

Incentivar o preparo e formação dos membros;

– Promover um Conselho que seja aberto à mudança;

Reforçar as habilidades de escuta ativa dos membros.

Para mim, esta última é uma das mais importantes. Como já aconselhava Stephen Covey, “procure primeiro entender, antes de querer ser entendido”. Isso, entre outras coisas, envolve ter autocrítica e construir ideias a partir dos comentários dos outros.

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