Risco

Reputação: um bem vulnerável

Fixing tieTirando o risco financeiro, a maior preocupação de Conselhos tem a ver com a gestão da reputação da empresa. Isso é o que diz a pesquisa Concerns About Risks Confronting Boards, da Eisner Amper.

E outro estudo (Deconstructing Failure — Insights for Boards) realizado pelo Reputability LLP, mostra que, nas crises de reputação e deslizes de uma empresa, as causas mais frequentes de danos são vulnerabilidades de Conselhos. Sendo que os cinco maiores fatores de risco comportamentais e organizacionais na raiz da maioria das crises reputacionais são:

88% Lacunas no rol de competências do Conselho e sua inabilidade em influenciar executivos;

85%Cegueira de risco” do Conselho — incapacidade de se envolver com riscos importantes, tais como os riscos de reputação, de regulamentação e de fazer conjeturas;

59% Informação imperfeita — tanto a que chega ao Conselho, como a que parte dele;

59% Liderança inadequada no que diz respeito a caráter e cultura;

49% Riscos associados à complexidade organizacional.

A análise do estudo é que, sem se conscientizar sobre esses pontos fracos, Conselhos (e suas organizações) acabam expostos ao risco de uma grave crise de reputação, que pode escalar e sair do controle. Principalmente em função das mídias sociais que influenciam diretamente o que as pessoas pensam/percebem de uma empresa (sua experiência com: marca; serviços & produtos; imagens; histórias; declarações; atitudes). Isso em questão de horas — literalmente.

Em contrapartida, me chama a atenção como “confiança” tem sido um tema bastante discutido como ferramenta de negócio. Além do Eldelman Trust Barometer, que anualmente apresenta um termômetro sobre o grau de confiança no mundo, o CRF acaba de lançar o report “Trust”, no qual Andrew Lambert conclui:

Organizações, líderes e marcas só podem sobreviver em mercados competitivos se forem confiáveis. A confiança sustenta imperativos estratégicos, o que inclui investimento, performance e produtividade, aprendizagem, gestão de talentos, progresso e inovação. (…) Conselhos e a alta direção tendem a não discutir seriamente sobre o que significa confiança até entrar em apuros. Muitos chegam ao topo como resultado de habilidades políticas e jogos de poder, portanto, manipulando confiança. A confiança é uma emoção; ela não responde bem à lógica e a processos de gestão”.

Isso só confirma como “transparência”, “ética”, “cultura” e outros valores do tipo, que reforçam o sistema de confiança organizacional, precisam estar cada vez mais no radar de Conselhos que quiserem operar neste mundo VUCA com a reputação preservada.

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One thought on “Reputação: um bem vulnerável

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