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O valor do Big data

Financial graphs and coin.Definido como o grande e complexo aglomerado de dados que cresce diariamente não só em volume, como em velocidade e variedade, o Big data cria 2,5 quintilhões de bytes de informações a cada dia. Um recurso potencial muito grande para ser perdido ou ignorado por executivos e membros do Conselho de qualquer empresa, de todos os setores.

Mas será que todos os dados disponíveis hoje estão sendo aproveitados para impulsionar melhores resultados de negócios?

Casos de sucesso já existem: a Shell detecta campos de petróleo usando Big data, o IML da Holanda investiga dados para identificar comportamentos criminosos, a Telecom na Europa monitora mídias sociais para proteger as ondas de rádio e a KLM obtém insights sobre o comportamento de clientes.

Ainda assim, pesquisa do Conference Board revela que mais de 85% dos Conselhos não recebem informações relevantes extraídas de dados digitais, que poderiam contribuir em processos de decisão e inovação. Afinal, como um novo conceito, o Big data de modo geral está em sua infância, tanto em termos de compreensão como de capitalização.

Só que seu ritmo vai acelerar. Logo mais, o Big data será uma ferramenta imprescindível para transformar as organizações (como dizem: go big or go home). Mas não se trata de criar mais relatórios de rotina. O que as análises do Big data podem proporcionar são informações novas com maior grau de input estratégico para a alta gestão.

Isso porque, ao interpretar tanto o que está estruturado em bancos de dados, como também a informação não estruturada – que inclui os dados sociais gerados pelas pessoas (posts, tuítes, SMS, etc.) -, o Big data ajuda a criar, por meio de análises preditivas, uma base inédita para os executivos lidarem com novos tipos de questões de negócios, forjando um caminho futuro. Na definição de Viktor Mayer-Schönberger e Kenneth Cukier, “o Big data em larga escala tem o potencial de extrair insights originais ou gerar novas formas de valor para mudar mercados, organizações e relações”.

Diante disso, analistas recomendam que o Conselho esteja atento para monitorar o investimento no Big data da sua organização e debater com altos executivos se a informação é recebida pelas pessoas certas e aplicada no momento apropriado para gerar valor. Isso é crucial, porque, como diz Eric Hills, da Zilliant, empresa de pricing que lida com até 950 Gigabytes em suas soluções B2B, “a informação está no olho de quem vê”. O que significa que as pessoas certas precisam visualizar os dados antes que a informação se torne um insight que leve à ação.

Pra terminar, listo pontos essenciais para membros do Conselho que queiram estimular a liderança a gerar valor a partir de processos analíticos do Big data: não restringir o raciocínio a paradigmas tradicionais, começar devagar, focar na aplicação dos dados e agir com o objetivo final em mente.

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