Governança

Governança integral

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Quem conhece o mundo organizacional sabe que a análise anual da agenda do Conselho é essencial para alinhar seus esforços em atender as necessidades e prioridades da empresa. E uma ferramenta de apoio que pode ser útil na hora de olhar para a governança de forma integral são os chamados frameworks.

Sem a pretensão de simplificar tudo o que envolve a governança organizacional, a ideia do framework é identificar áreas que talvez estejam precisando de mais atenção no sistema de governança como um todo. Funciona mais como uma bússola do que como um mapa.

Outro dia li, por exemplo, que a Deloitte recentemente desenvolveu o Global Governance Framework, dividido em áreas específicas, com quatro atributos (Habilidades & Conhecimento; Processo; Informação; Comportamento) necessários para a supervisão efetiva de performance, estratégia, governança, talento, integridade e risco em Conselhos. Para cada atributo, esse frame propõe perguntas incisivas para dar andamento à descoberta de gaps e oportunidades em cada área de governança.

Isso, segundo seus criadores, facilita análises mais específicas sobre, por exemplo, a qualidade da informação sobre desempenho ou até se o planejamento estratégico está inadequado. Essas são distinções que podem levar o Conselho a traduzir em miúdos o que vai mal para encontrar soluções efetivas de governança.

Em tempos dinâmicos como estes, não deixa de ser um ponto de partida interessante.

Abaixo, perguntas básicas sugeridas para cada atributo:

Habilidades e conhecimento: Será que as habilidades e experiências do Conselho estão alinhadas à estratégia da organização, agora e no futuro? Os membros do Conselho – individual e coletivamente – têm o conhecimento adequado para realizar uma supervisão eficaz?

Processo: As políticas e atividades do Conselho estão alinhadas às práticas de mercado e expectativas dos stakeholders? As práticas do Conselho são focadas nas prioridades estratégicas da organização, otimizando tempo e recursos limitados?

Informação: A informação exata é disponibilizada ao Conselho no formato adequado e na hora certa? O Conselho é oportuno para complementar a informação recebida da gestão com insights de fontes externas?

Comportamento: O Conselho executa de fato os processos de supervisão, faz uso de suas habilidades e experiências e utiliza as informações fornecidas a ele? Os conselheiros vêm preparados e informados para as reuniões? Será que eles se envolvem ativamente? O Conselho orienta e apoia o CEO e outros executivos efetivamente?

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