Estrutura

Por uma estrutura mais efetiva

CuboPara dar conta da complexidade atual, uma tendência cada vez mais presente em Conselhos é se pautar por estruturas bem definidas. Não só para organizar melhor a atuação do Conselho e traduzir suas responsabilidades específicas em ações relevantes, como também para ajudar a consolidar sua cultura e processos. Afinal, segundo dizem, esses são elementos que servem de anteparo aos efeitos da volatilidade do contexto de hoje.

O bom é que a maioria dos Conselhos tem a vantagem de escolher sua própria forma de atuação e governança. Por isso mesmo, quando se estruturam é fundamental que seus membros realizem muitas discussões até obter uma compreensão profunda de seu papel. Do contrário, “adeus” coesão (entre seus membros) e credibilidade (entre acionistas).

Parece óbvio, mas é bom reforçar: antes de tudo, é mandatório relacionar a composição do Conselho com as necessidades estratégicas da empresa – sem esquecer que hoje elas mudam de acordo com a evolução da empresa e de seu ambiente de negócios.

Outro cuidado é escolher membros capazes de estimular a geração de novas perspectivas para o negócio. Em tempos de inovação constante, é inviável manter no Conselho quem não agrega valor para a empresa. A propósito, reavaliar a atuação desse pessoal todo ano não faz mal nenhum. Os acionistas agradecem.

Para finalizar, listo quatro pontos essenciais para se considerar na hora de estruturar Conselhos, publicados no report “Governance Challenges 2013 and Beyond”, da NACD:

● Estabelecer os próprios princípios de governança, liderança, regulamento e estrutura dos comitês do Conselho.

● Nomear executivos com diversas habilidades, experiências e repertório necessários a uma atuação com autonomia.

● Avaliar a performance do Conselho, seus membros e comitês, em busca de seu aperfeiçoamento.

● Analisar as relações da empresa com os principais stakeholders.

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